PROJETO EM CONSTRUÇÃO Esboço 0.2.24 · Conteúdo em português
Autistan.RIP

HOMENAGEM / MEMÓRIA · Brasil · 2026

Fernanda Fialho

Fernanda Fialho. Crédito: Reprodução/Instagram/Para Que Tabu, via CNN Brasil.
Fernanda Fialho. Crédito: Reprodução/Instagram/Para Que Tabu, via CNN Brasil.
Fernanda Fialho foi escritora, palestrante e criadora do perfil Para Que Tabu (abre em nova aba)↗. A partir de sua experiência como mulher autista e mãe, compartilhava reflexões sobre diagnóstico tardio, maternidade, saúde mental e necessidades de apoio na vida adulta. Seu trabalho aproximava essas questões do cotidiano, com relatos sobre a própria trajetória e os desafios de cuidar e também precisar de cuidado. O diagnóstico de autismo chegou na vida adulta, depois da identificação do autismo de sua filha. Segundo o perfil biográfico publicado pelo Metrópoles (abre em nova aba)↗, essa experiência passou a ocupar um lugar central em sua produção. Fernanda também escreveu o livro “A história que meus pais não contariam — sobrevivendo sem o diagnóstico de autismo”, lançado em 2025, no qual abordou sua vida antes do diagnóstico. Sua atuação ultrapassava as redes sociais. Como registra a reportagem do Alô Alô Bahia (abre em nova aba)↗, Fernanda viajava pelo Brasil como palestrante, levando ao público discussões sobre inclusão, acessibilidade e luta antimanicomial. Em seus relatos, as conquistas profissionais conviviam com as dificuldades e as necessidades de apoio de uma mãe e de sua filha.
Fernanda Fialho ao microfone. Foto: arquivo pessoal, publicada pela revista Marie Claire.
Fernanda Fialho ao microfone. Foto: arquivo pessoal, publicada pela revista Marie Claire.
Fotografia e entrevista na Marie Claire (abre em nova aba)↗. No Para Que Tabu, também havia espaço para falar de neurodiversidade e redes de apoio, temas destacados pela CNN Brasil (abre em nova aba)↗. Essa combinação de experiência pessoal e participação pública é parte do trabalho que esta homenagem procura preservar: a voz de uma pessoa autista falando sobre a própria vida. Para a Autistan, lembrar essa trajetória também é reconhecer que a escuta das pessoas autistas deve orientar a forma como a sociedade oferece compreensão, acessibilidade e apoio. Poder escrever, trabalhar, falar em público ou cuidar de alguém não elimina a necessidade de receber suporte. São dimensões da vida que podem coexistir e precisam ser respeitadas. Fernanda faleceu em outubro de 2026, aos 29 anos. A Autistan homenageia sua contribuição e expressa solidariedade à família, aos amigos e às pessoas que acompanharam seu trabalho. Preservar sua memória é manter acessíveis sua história, suas palavras e as questões que escolheu trazer ao debate público.

Versão 6 · Atualizada em 2026-10-30T14:57:34+00:00

Solicitar correção ou revisão de privacidade →